Parque do Queimado

Um pouco de História

O Parque do Queimado abrigou a primeira central de tratamento e distribuição de águas do Brasil. Inaugurado na segunda metade do século 19, a história do lugar é ainda mais antiga. Há mais de quatro séculos, os padres jesuítas descobriram ali uma importante fonte de água que serviu à Soledade e a Lapinha, em Salvador, nos séculos 17 e 18.

O conjunto de edifícios da antiga companhia de distribuição de água foi inaugurado oficialmente, com a presença de D. Pedro II e da imperatriz Teresa Cristina, em 1859. A Companhia de Abastecimento de Água do Queimado foi um marco da engenharia no Brasil, sendo a primeira usina de tratamento e distribuição urbana de água do país. Em 1997, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) inscreveu a Fonte e o Parque no Livro Histórico Nacional, dando proteção do Governo Federal à área. As obras de requalificação da sede do NEOJIBA foram analisadas, autorizadas e fiscalizadas pelo IPHAN.

Revitalização e Inauguração

Quase duas décadas depois do tombamento, em 2014, o lugar foi cedido pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) para o Instituto de Desenvolvimento Social pela Música (IDSM), responsável pela gestão do NEOJIBA.

As obras de requalificação para a primeira etapa de implantação da sede do NEOJIBA duraram três anos, com investimento de R$ 12,3 milhões do Governo do Estado da Bahia e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), via Lei Federal de Incentivo à Cultura. Em 2017, o local foi visitado pela primeira vez pelos engenheiros da Nagata Acoustics, empresa que assinou o projeto acústico da obra – mais especificamente, da Sala NEOJIBA e das salas de ensaio. A empresa japonesa é responsável pelo tratamento acústico de algumas das melhores salas de concerto do mundo, como a nova Philharmonie de Paris, na França, e o Disney Hall, em Los Angeles, Estados Unidos. A Nagata Acoustics também assina o projeto acústico do Centro Nacional de Acción Social por la Música, sede do El Sistema em Caracas, Venezuela. 

O projeto arquitetônico do Parque do Queimado foi elaborado pela empresa suíça Butikofer de Oliveira Vernay Architectes, com coordenação local e co-autoria do arquiteto e urbanista Sergio Ekerman. Pela maestria com que transformaram uma edificação histórica num centro de prática e ensino musical de padrão internacional, Olívia de Oliveira e Sergio Ekerman receberam o 14º Prêmio Arquitetos e Urbanistas do Ano, na Categoria Setor Privado, homenagem concedida pela Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA).

No dia 9 de julho de 2019, o Parque do Queimado reabriu suas portas à comunidade, oficialmente tornando-se a Sede do Programa NEOJIBA e um dos espaços para a prática e o ensino musical mais bem equipados do país. A festa contou com uma apresentação especial da Camerata do NEOJIBA e dos cantores Mateus Aleluia e Elomar. O evento recebeu autoridades como o governador Rui Costa e o secretário de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social Carlos Martins, além de muitos parceiros do IDSM. O discurso do maestro Ricardo Castro no dia da inauguração está disponível na íntegra no canal do Youtube do NEOJIBA. 

Estrutura

Com mais de 10 mil metros quadrados, o Parque é uma das últimas áreas verdes do centro antigo de Salvador. Neste entorno, crescem também mais de cem mudas de Ipê, Jacarandá e Pau-Brasil, plantadas por iniciativa do IDSM em parceria com o Programa Arboretum, que conserva e restaura a diversidade florestal na Bahia.

Para as atividades de prática musical coletiva, recebe mais de mil crianças, adolescentes e jovens de segunda à sexta, em turnos alternados. As apresentações musicais acontecem em dias variados, conforme projetos especialmente programados, com destaque para as apresentações gratuitas que acontecem aos domingos e que atraem um grande público não somente do entorno, mas de toda Salvador.

A sede conta com uma sala de música de câmara para 180 espectadores, a Sala NEOJIBA, que já recebeu grandes músicos nacionais e internacionais em apresentações gratuitas e abertas ao público. A Sala NEOJIBA é dotada de acústica e de climatização de excelência, comparáveis aos melhores equipamentos deste estilo no mundo.  

A sede abriga ainda cinco salas de ensaio e um galpão para encontros das orquestras e apresentações maiores e em, breve, receberá mais um espaço para a música, a Arca NEOJIBA, palco montado na área verde,  projeto selecionado no edital Matchfunding BNDES, que recebeu também doações que viabilizaram sua construção, na primeira campanha colaborativa da qual o programa participou.  

No Parque também estão as equipes da Diretoria Musical, Diretoria Educacional, Desenvolvimento Social, Comunicação e Produção, além do Arquivo Físico e Digital que armazena toda a memória do NEOJIBA.

O Parque do Queimado é hoje um espaço dinâmico de convivência familiar e comunitária, voltado para ações de intercâmbio de jovens músicos do Brasil e do mundo, presencialmente e via internet de alta capacidade.Visitas Guiadas 

Um programa de Visitas Guiadas vem sendo desenvolvido, para atender à demanda de estudantes, turistas, músicos, empresários, artistas, jornalistas e qualquer grupo de pessoas de diferentes cidades do Brasil e do mundo, interessadas em conhecer um pouco mais sobre a sua estrutura e sobre as atividades ali realizadas. As Visitas são planejadas de acordo com o perfil de cada grupo e acontecem apenas mediante reserva por prévia solicitação através de formulário. As visitas guiadas são gratuitas,com possibilidade de doações voluntárias por parte do grupo que deseje contribuir com as atividades do Programa.

Ações de visibilidade empresarial

O Parque está apto a receber ações promocionais de empresas locais, nacionais e internacionais que estejam em consonância com a missão e valores do NEOJIBA, bem como ações de contrapartida a propostas de patrocínio às atividades formativas executadas pelo Núcleo Central e às apresentações musicais das formações do Programa.