Programa NEOJIBA discute ensino musical para pessoas com deficiência

Publicado em: 11/06/2018
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Atividade foi uma iniciativa do setor de Desenvolvimento Social do programa e contou com a presença de Alexandre Baroni, superintendente dos direitos da pessoa com deficiência da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social

A equipe pedagógica do programa Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia (NEOJIBA) participou hoje (11) pela manhã de uma discussão sobre o ensino musical para pessoas com deficiência. Atualmente o programa atende 55 integrantes nesse perfil e a equipe de professores, monitores e outros profissionais que atuam diretamente com eles buscam periodicamente se qualificar para conduzir o aprendizado dessas crianças, adolescentes e jovens.

A atividade foi uma iniciativa do setor de Desenvolvimento Social do programa e contatou com a presença de Alexandre Baroni, superintendente dos direitos da pessoa com deficiência da Secretaria de Justiça Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, pasta a qual o programa NEOJIBA está vinculado. Ele destacou que, segundo o Censo 2010 do IBGE, a Bahia tem uma população de 3,5 milhões de pessoas com deficiência. Para além da inclusão, o desafio do NEOJIBA e da sociedade é promover a acessibilidade desse público.

O superintendente foi recebido na sala de ensaios das orquestra no Teatro Castro Alves para a atividade, que reafirma a proximidade do programa com a superintendência. “A proposta hoje é dar continuidade ao nosso diálogo. Queremos contribuir para que o NEOJIBA possa trabalhar a inclusão social na sua plenitude”, conta Baroni. “Trabalhamos com o desafio de promover a acessibilidade, pois nossa leitura é que as pessoas com deficiência estão, de alguma forma, incluídas, mas o problema está no espaço, nas atitudes, no preconceito. Então, é isso que queremos mudar na sociedade e é nesse sentido dialogamos com o NEOJIBA”, afirma.

Para José Henrique Campos, a importância desses encontros com essa equipe da Secretaria é buscar o melhor atendimento a esse público. “Já temos algumas pessoas com deficiência que frequentam os nossos núcleos, mas essa é uma discussão muito ampla que não se encerra em um encontro. Pretendemos debater cada vez mais esse assunto, para que a nossa equipe possa se adaptar e criar formas de promover uma vivência musical bastante interessante para os integrantes com deficoência. Sabemos que para isso temos que aprimorar nossos espaços, preparar o corpo docente e até adaptar instrumentos, entre outras ações”, afirma o gerente pedagógico do NEOJIBA.

Darlan Gabriel é um dos professores que mais tem contato com os integrantes com deficiência. Ele atua no Núcleo SESI Itapagipe e dá aulas para o Grupo Experimental do Cais, que reune a maioria das pessoas com deficiência no NEOJIBA. “Esse é um trabalho com dificuldades muito grandes, mas é necessário esse enfrentamento que fazemos junto com o corpo pedagógico e a direção do programa”, afirma o professor. Gabriel abriu a discussão de hoje com uma fala sobre a necessidade de acolhimento, para que o integrante possa quebrar as barreiras colocadas socialmente pela sua deficiência. “Perceber essas pessoas enquanto sujeitos com capacidade de expressão artística é fundamental”, afirma.

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